Você já esteve internado em um hospital?

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Paciente com enfermeira
Imagem: sasint / shutterstock

Você já esteve internado ou acompanhou alguém dentro de um hospital? O que sentiu? Como foi a sensação de vivenciar estar num local que as pessoas procuram para alívio de desconfortos físicos e sintomas que estão comprometendo sua saúde?

A necessidade e o processo de uma internação hospitalar trazem muitas reações, das mais variadas, prováveis e esperadas frente à situação inesperada. Um comportamento muito intenso na presença da questão saúde X doença é a ansiedade.

O hospital é um ambiente desconhecido, com pessoas desconhecidas, um quarto e uma cama fora de seus lugares habituais, longe de ser próximo a um conforto de hotel, onde você divide o quarto com alguém, com uma outra doença, as vezes menos grave, as vezes mais grave que a sua e a cada hora está entrando pessoas, profissionais, mas para lhe oferecer o cuidado necessário.

Tempo

E o tempo? Sendo este algumas horas, dias, semanas ou até mesmo meses dentro de um hospital, sem ver a rua, sem ver o movimento lá fora, aguardando medicações, exames, procedimentos, cirurgias, estando em observação; tudo isso gera um grande sofrimento ao paciente.

Um tempo que muitas vezes não se sabe o prazo, acompanhado de uma intensa ansiedade à procura de uma atividade… algo que ajude a entreter-se, mas com a necessidade da condição de repouso e a limitação nas possibilidades de uma atividade, sendo ela ocupacional, de estímulo, terapêutica ou espiritual.

Silêncio

O hospital é um ambiente que precisa de silêncio e, na ausência de atividades habituais, causa uma invasão de pensamentos, na maioria negativos, muitas vezes ligados às suas condições clínicas, gerando preocupações, medos, inseguranças que interferem e prejudicam o tratamento e a recuperação.

O incentivo às atividades é importante para facilitar e aliviar o mal-estar do estresse e nervosismo, facilitando a passagem do vazio, adequando uma atividade de interesse e que traga motivação e auxílio nas dificuldades encontradas.

Há restrições em se levar objetos a um hospital devido ao risco de infecções, mas buscam-se alternativas no benefício emocional de uma pessoa internada e angustiada, esperando ansiosamente pelo momento da tão esperada alta e voltar à sua rotina, suas atividades, em sua comodidade e liberdade.

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Marcela Eiras Rubio
Graduada em Psicologia pela Universidade São Marcos, Aprimoramento Profissional em Atendimento Interdisciplinar em Geriatria e Gerontologia pelo IAMSPE (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) e pós-graduação em Gestão de Pessoas pelo SENAC. Atuações como psicóloga hospitalar no Programa Melhor em Casa do Hospital Municipal Dr. Moyses Deustch – Mboi Mirim, HGIS (Hospital Geral de Itapecerica da Serra) e HRC (Hospital Regional de Cotia).

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