Cuidar do sono é a melhor saída para se acostumar com o horário de verão

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Mulher dormindo sentada ao sol
Imagem: bogitw / shutterstock

Os maus hábitos que podem prejudicar o processo de adaptação do organismo ao horário de verão.

O horário brasileiro de verão, que se estenderá até o dia 17 de fevereiro. Com a chegada do período – marcado pelos dias mais longos – alguns cuidados com a saúde devem ser tomados para amenizar o impacto da mudança de horário no organismo, que normalmente sofre com a alteração por pelo menos uma semana.

Dentre as precauções que devem ser tomadas, a médica Aliciane Mota, defende que o ideal é que a adaptação comece uma semana antes, mas caso não haja tempo suficiente, a recomendação é tentar manter a regularidade na hora de dormir e até mesmo de comer, mesmo que não haja apetite.

Alimentação

A alimentação se baseie em refeições leves com alimentos de elevada carga hídrica e grande ingestão de líquidos. “Devemos optar sempre por uma alimentação mais leve e caprichar na ingestão de líquido. Pois com os dias mais longos e a alta exposição à luz solar, nosso corpo sofre mais com a desidratação e acaba nos deixando bem mais cansados”.

Medicamentos

O uso de medicamentos para dormir durante o período, impedem que a fase profunda do sono ocorra, deixando o usuário mais cansado no dia seguinte. “Certas medicações fazem com que a pessoa durma com maior facilidade e por mais tempo durante a noite, mas é neste momento em que ocorrem os picos de sono que acabam sendo reprimidos pelo medicamento, atrapalhando a fase profunda do sono”, alerta a médica.

Outros cuidados que devem ser tomados antes de dormir incluem evitar alimentos estimulantes como refrigerantes, chocolates, comidas pesadas e que contenham cafeína, e procurar não praticar exercícios físicos nas três horas que antecedem o sono, pois eles retardam sua chegada e estimulam o organismo.

Cuidados com as crianças

É normal que os efeitos do horário de verão afetem mais as crianças que tendem a sofrer mais no processo de adaptação. Uma saída é que os pais tentem ser mais firmes na regularidade dos hábitos dos filhos.

Já sobre a alimentação, é normal que elas tenham problemas no início. “É interessante deixar que a criança coma até um pouco mais do que o normal ou do que gosta. Isso evita que ela fique tanto tempo sem comer”.


Dra. Aliciane Mota é média do Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia (IBORL).

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