Desejo ou necessidade?

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Mulher comprando
Imagem: Alterfines / Shutterstock

Nunca tivemos uma época tão consumista. Com a crescente oferta e variedade de produtos e serviços, as pessoas estão se tornando cada vez mais vulneráveis ao desejo de comprar aquilo que não precisam.

Marketing de diferentes marcas fazem com que grande parte da sociedade se prenda ao pensamento de “quanto mais eu compro, mais feliz eu fico”.

Segundo a psicóloga Lizandra Arita, a questão principal na hora de comprar um produto não está relacionada ao preço, mas sim, às verdadeiras razões para o consumo desenfreado. É preciso formular algumas perguntas a si mesmo antes de comprar produtos sem necessidade, “eu preciso? eu vou usar? eu realmente gosto? eu posso gastar com isso? Estas são as principais questões que a pessoa precisa se auto perguntar. Conforme as respostas forem surgindo, é possível avaliar se o produto é realmente necessário ou não”.

Insatisfações emocionais

Grande parte das compras desnecessárias é fruto de insatisfações emocionais. Questões como família, amigos, profissão, vida amorosa e até mesmo financeira, criam um mundo fictício, trazendo sensações imediatas para preencher um vazio. “Podemos usar como exemplo o sentimento de culpa de alguns pais que trabalham muito e não têm tempo para os filhos. Para compensar eles compram tudo o que veem pela frente. Ou até mesmo aquela pessoa que é excluída de um grupo de amigos e tenta comprá-los com presentes para receber mais atenção”.

A partir do momento em que o indivíduo se apega demais aos bens materiais, já não se trata mais de um hábito saudável e isso pode resultar em problemas de saúde como ansiedade e estresse.


Lizandra Arita é psicóloga especialista em clínica e institucional – Especializada em Programação Neurolinguística, Hipnose e Auto-Hipnose, Rebirthing (método de respiração consciente), Psicodinâmicas e Gerenciamento de Emoções e Conflitos.

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