As diferenças entre a carne vermelha e a carne branca

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Peixe na tábua
Imagem: Hoksbergen / Shutterstock

Existem muitas dúvidas a respeito de qual tipo de carne é mais saudável para a saúde, entre elas estão a carne vermelha e a carne branca.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que comer muita carne vermelha aumenta o risco de doenças como diabetes e câncer. Segundo a nutricionista comportamental, Patrícia Cruz, a carne vermelha não é contraindicada, porém, é preciso reduzir à frequência de consumo. “É importante variar os nutrientes consumidos, por exemplo, no tipo de preparo”.

É importante esclarecer o que é considerado carne vermelha e carne branca. O grupo de carnes vermelhas inclui: bovina, suína, cordeiro e entre outros. Já o grupo de carnes brancas é composto por aves e peixes.

Carne vermelha

A carne vermelha se diferencia da branca por apresentar maior concentração de ferro, maior teor de gordura saturada (dependendo do corte), vitamina B12 e maior quantidade de colesterol. “O teor de gordura da carne vermelha sempre vai depender do corte. Se optarmos por cortes mais ‘gordos’ como: cupim, costela e picanha, o teor de gordura saturada e colesterol será bem elevado”.

Os cortes mais magros como baby beef, filé mignon e coxão duro apresentam menor teor de gordura saturada, colesterol e calorias.

Carne branca

Os cortes brancos são excelentes fontes de proteínas, ferro e vitamina B12. “Quando falamos em gordura é preciso definir o corte”. No caso dos peixes, a maior parte de fonte de gordura é considera boa (ômega 3). O peito de frango, por exemplo, apresenta menor teor de gordura e colesterol. Porém, os cortes feitos em coxa e sobrecoxa com pele são os mais ricos em gordura e colesterol.

De fato, a carne vermelha é fonte de gordura saturada e colesterol. “Se o consumo for excessivo, leva ao ganho de peso e consequentemente as dislipidemias e diabetes também correm o risco de aumentar”, comenta a nutricionista. Mas, é importante deixar claro que qualquer consumo excessivo de carne (gordura saturada) aumenta o risco de alguns tipos de câncer como de cólon, mama e entre outros.

O consumo diário seja feito no almoço e jantar, ou seja, duas refeições no dia. “O ideal é que o consumo de carne vermelha não ultrapasse 3x na semana e os demais dias devem ser compostos por aves e peixes”, sugere a especialista. Para os peixes, a recomendação mais comum é manter o consumo de uma a duas vezes na semana. Recomenda-se consumir peixes como: salmão, sardinha, cavalinha e atum, pois, são fontes de ômega 3 e gordura insaturada que evitam a agregação plaquetária que consequentemente previnem doenças cardiovasculares.

Dicas para preparações: Carne vermelha e carne branca

1 – Independente do corte de carne vermelha ou branca, nunca frite e/ou empane;

2 – Prefira preparações grelhadas, cozidas e assadas;

3 – Para utilizar pouca gordura no assado de carne vermelha. “Faça marinadas com limão, vinho branco, cebola, alho, e ervas frescas. Deixe de 30 minutos a 1 hora, assim a carne ficará macia e precisará de menos gordura”;

4 – O frango em pedaços (coxa e sobrecoxa) é bem vindo. Porém, devem ser preparados sem pele;

5 – Para assar o peixe e deixá-lo úmido, forre a assadeira com tomate e cebola. Sempre cubra a assadeira com papel alumínio pelo menos nos primeiros 10 a 15 minutos de cozimento;

6 – O filé de frango depois de grelhado pode ser servido com molho de tomate e creme de ricota;

7 – Crie o hábito de fazer filé de carne ou frango em tiras cozido com brócolis, cenoura em tiras e milho.


Patrícia Cruz é nutricionista comportamental, Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), faz parte do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Especialista sobre nutrição e transtornos alimentares, adulto e infantil, atua como Personal Diet e é palestrante em cursos de pós-graduação. www.facebook.com/patriciacruznutricionista

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