As causas que podem estar por trás da rouquidão

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Silhueta de mulher
Imagem: greekfood-tamystika / shutterstock

Nódulos, varizes e até câncer podem ocasionar a rouquidão.

Você é daquelas pessoas que ficam roucas facilmente? Então, preste atenção, pois perder a voz assim não é normal. A rouquidão decorre de qualquer alteração nas pregas vocais, que são estruturas que, ao se aproximarem e com a passagem do ar que respiramos, produzem a voz.

Portanto rouquidão é um sintoma e como tal pode ter diversas causas, incluindo inflamação/infecção das pregas vocais (por microrganismos), edema (inchaço, muito frequente naqueles que fumam), refluxo faringoesofágico (quando o ácido produzido no estômago sobe e reflui para laringe), lesão na estrutura (nódulo, cisto, pólipo, varizes, câncer), paralisia (ausência de movimento da prega vocal), entre outros.

A médica otorrinolaringologista e otoneurologista, Dra. Jeanne Oiticica, explica que mesmo quem sempre teve a voz mais rouca deve pesquisar a causa, já que pode indicar que existe algo errado. Pode ser, por exemplo, alguma lesão na estrutura da prega vocal, incluindo nódulo, cisto, varizes, pólipos e até mesmo câncer.

“A rouquidão pode ser o primeiro sintoma de um câncer de laringe. Por isso, em caso de rouquidão persistente e que não responde ao tratamento clínico após 15 dias, deve-se sempre procurar o otorrinolaringologista para fazer um exame detalhado das pregas vocais”.

Beber bastante líquido, comer uma maçã ao dia, evitar os abusos vocais (gritos, sussurros, exageros na fala) podem evitar problemas. Em casos de episódios recorrentes e ou persistentes procure o médico, pois algo deve estar errado e precisa ser checado e corrigido adequadamente.


Dra. Jeanne Oiticica é médica otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

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