Urticária atinge de 15% a 20% das crianças

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Casal de Criancas no campo
Imagem: bess-hamiti / shutterstock

Urticária compromete convívio social e estudos.

As crianças também podem ser vítimas da urticária, que atinge entre 15% e 20% da população infantil. Infecções causadas por vírus, medicamentos (em especial, antibióticos e os anti-inflamatórios) e os alimentos estão entre os principais desencadeadores da doença.

Sintomas

Os sintomas são manchas avermelhadas, algumas com relevo, e que podem se juntar formando placas, que têm duração fugaz e localização variável. Em alguns casos, pode se associar com o angioedema, ou seja, inchaços em locais do corpo como: pálpebras, face, lábios, genitália, entre outros.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, ou seja, baseia-se na avaliação feita pelo médico, que leva em conta histórico familiar, exame físico e, se necessário, exames complementares. Não há um teste definitivo para fazer o diagnóstico da urticária.

Embora possam desenvolver a urticária crônica (com duração acima de seis semanas), é a forma aguda, que dura menos de seis semanas, a que mais atinge crianças pequenas e adolescentes.

“Nos casos de urticária crônica predominam as induzidas, ou seja, desencadeadas por estímulos físicos, comprometendo a qualidade de vida, a relação com o meio social, acarretando falta às aulas e prejuízo no aprendizado”, explica a Dra. Maria de Fátima Epaminondas Emerson.

Tratamento

O tratamento da urticária envolve a identificação e o controle da causa, cuidados cutâneos e o uso de medicamentos, sendo os anti-histamínicos orais (antialérgicos) os de primeira linha para tratar a doença, urticária, uma vez que a histamina atua na redução da coceira e das lesões cutâneas.

“É recomendado o uso de anti-histamínicos de nova geração, que possuem menos efeitos colaterais, não causam sonolência e não interferem no aprendizado escolar. Em alguns casos, recomenda-se o uso destes medicamentos com doses aumentadas, por tempo prolongado, com bons resultados”.

Algumas dicas para os pais:

  • Sigam as recomendações do alergista. Em alguns casos, os pais ficam temerosos em fazer a dose aumentada do anti-histamínico e não cumprem o prescrito;
  • A medicação deve ser feita mesmo sem sintomas;
  • Banhos não devem ser quentes nem demorados. A pele está sensível, usem sabonetes suaves. Evitem os sabonetes bactericidas, pois ressecam a pele;
  • A pele deve ser hidratada logo após o banho, ainda úmida;
  • Crianças devem seguir uma alimentação saudável e natural. Dietas serão indicadas apenas em casos específicos e comprovados;
  • Corantes e conservantes não são causas mais comuns de urticária. Cada criança deve receber uma orientação específica para seu caso;
  • Evitem medidas ou tratamentos caseiros;
  • Urticária não é contagiosa e não “pega”.

Dra. Maria de Fátima Epaminondas Emerson é coordenadora da Comissão Especial de Assuntos Comunitários da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, tem representações regionais em 21 estados brasileiros. www.asbai.org.br

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