Viver, enquanto os sinos não dobram

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Imagem: Catkin / Shutterstock

Engraçado, viver é uma coisa estranha..

A gente vai perdendo a beleza, a ligeireza e sei lá mais, quantas “ezas” houver, mas a verdade é que, embora precisemos de óculos bifocais pra enxergar tudo, enxergamos a vida com leveza.

Qualquer coisa nos alegra, nos diverte, e mesmo as mais feias, somos mais felizes.
Nunca me senti tão inteira, tão dona de mim, tão completa.
Meus projetos de vida foram sendo feitos desde há muito tempo atrás, e vou seguindo com eles, até o dia que Senhor me permitir.

Rugas na face, gordurinhas, cintura mais grossa, nada disso me faz perder o sono.
Sei das minhas possibilidades, e das minhas impossibilidades também. E, o melhor de tudo as aceito, numa boa!

Batalhei muito! Agora estou na minha, café no meio do dia, filmes, aulas de violão, cantorias… Curto os amigos, adoro ficar com os netos. Desfruto da presença dos filhos, nora, irmãs, todos os bons são bem-vindos!
Estou em paz comigo e em paz com Deus.

E o amor? Você me diria.
O amor fica perto de quem sonha e acredita nos seus sonhos.
Por isso, gente, perca tudo, mas não percam seus sonhos.
São eles que a mantém inteira e linda!

Porque a beleza, é algo que vem de dentro, o resto nem aí…
Vamos viver cada dia como se uma coisa maravilhosa fosse acontecer no dobrar da esquina.
Até que um dia, os sinos dobrem para nós!
Daí, vamos  ser belas em outra freguesia.
Tem outra alternativa?

Ercília Pollice
Ercília Ferraz de Arruda Pollice reside em Campinas, é formada em Letras pela USC – Bauru, bacharel em Literatura Portuguesa. Escritora, conta com 10 livros publicados, entre eles livros infantis e juvenis, além de inúmeras crônicas e poemas. Integra a Academia Campineira de Letras e Artes e Academia Bauruense de Letras. Foi indicada para o Prêmio Jabuti pela autoria do livro infanto–juvenil “Só, de vez em quando” da Editora FTD. Ercília também é artista plástica catalogada no Cat. Júlio Lousada. Aquarelista, já realizou dezenas de exposições individuais e coletivas em diversos salões e galerias, inclusive em Paris. Alegre, de bem com a vida, adora relacionar-se. Sua preferência é escrever sobre relacionamentos em todas as áreas e níveis. Também tem uma queda por comentar fatos políticos e suas implicações, sempre com bom humor e alguma ironia. Poeta, fala só do amor. Quando escreve faz pinturas de palavras, sua arma maior. Quando pinta faz poemas de cores. Tem 3 filhos, escreveu vários livros e já plantou centenas de árvores. Agora, é desfrutar os bons momentos que a vida sempre oferece àqueles que tem olhos e ouvidos para ouvir e entender estrelas.

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