Bon appetit!

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Pimenta malagueta em compota e congelada, cebola, alho, pimentão, gengibre e couve picados e grão de bico cozido e congelado

Sempre admirei as mães que cozinham. É nostálgico, para mim, lembrar da minha mãe, avó e tias se reunindo para fazer pamonha, cural, pão caseiro… Huuuuum!!!! Dá água na boca só de lembrar… Aliás, uma das poucas vontades que eu tive durante a gravidez foi de comer o pão caseiro da minha tia Cema.

Quando decidi mudar da casa dos meus pais e morar com a Patrícia, minha amiga e comadre querida, achava o máximo falar que não sabia cozinhar. Na minha cabeça, quem cozinhava era “mulherzinha”. Eu queria ser a jovem descolada que não sabia fazer comida, comprava tudo semipronto e comia pizza ou esfiha aos fins de semana.

A história mudou na época que eu e o Ricardo decidimos morar juntos e eu comecei a me preparar para engravidar. Eu prometi que aprenderia a cozinhar e meu filho falaria da minha comida assim como eu falo, até hoje, da comida da minha mãe e o Ricardo fala da mãe dele. Comecei a fazer caldos e sopas, influenciada pela minha amiga Dani Borges, que hoje é uma grande chef de cozinha.

Fiz meus primeiros caldos de mandioquinha, de legumes, sopas de grãos, feijão e o meu arroz começou a sair no ponto. Também fiz várias carnes, peixes…

Quando o Tom nasceu, fiz um bolo em cada um dos seus mesversários. Cada mês era um sabor diferente. Alguns ficaram bons, outros não, mas minha luta continuou. Com as tortas eu nunca tive problema. A maioria que eu fiz foi de palmito, atum, legumes ou champignon.

Aos seis meses dele, com a introdução de novos alimentos na sua dieta, além do leite materno, que ele mama até hoje, a minha dedicação aumentou. Comecei a fazer uma variedade de grãos, legumes, carnes etc.. Logo ele começou a querer experimentar mais novidades e eu fui me aprimorando.

Com o aval da pediatra, fritura passou a ser permitida em casa. Investi nos bolinhos de arroz com legumes, quibe, almôndega, legumes empanados… Aprendi, também, a fazer panquequinhas (sempre com legumes), lasanha de berinjela e de abobrinha, abobrinha recheada, legumes com pitadas de tempero ao forno…

Os molhos das nossas massas já não são mais de latinha. Tudo passou a ser feito da forma mais natural possível, com tomates descascados, triturados, alho sem conservante…

Minhas últimas investidas foram as pastas árabes babaganuche e homus. Ainda com a ajuda da minha sogra e do marido, que finalizaram a obra pra mim, fiz os dois pratos tipicamente árabes e ficaram bons.

Também me arrisquei a preparar a minha própria pimenta. Com as dicas da minha amiga nutróloga, Dayse, comprei pimenta Malagueta, azeite, bati no triturador e fiz meu primeiro molho… Ficou bom!

Ainda deixei três vidros cheios de pimenta com azeite curtindo para comer daqui a três meses, quando a pimenta estará mais curtida.

Para completar, comprei um triturador de alimentos que vem mudando a minha vida. Tirei uma tarde para triturar cebola, alho, gengibre, picar couve, enfim, tudo o que podemos manter no freezer. Isso facilita tanto a nossa vida, vocês não têm ideia!!!

Trabalho em home office, como já falei aqui, e preciso de praticidade. Só que não quero deixar de preparar comida saudável e sem conservantes para a minha família. Por isso estou amando o meu brinquedo novo!

Cozinhar é algo que me tranquiliza. Amo pensar no cardápio da semana para organizar o meu dia a dia. Claro que tem hora que é desesperador. Matéria para entregar, filho chegando do passeio no parque para almoçar, itens faltando na geladeira… Mas, com disciplina, dá para cozinhar com carinho e manter uma alimentação saudável, sem conservantes e saborosa. É gratificante ver o Tom comer todo o prato que coloco para ele, e o Ricardo repetir o prato dele…

Meu amigo Thiago, percebendo a minha empolgação para cozinhar, sugeriu para eu assistir o filme Julie & Julia, com a Meryl Streep e a Amy Adams. Me identifiquei completamente com as duas. Fiquei, inclusive, com mais vontade de cozinhar ainda…

Não me considero uma “Amélia” por estar admitindo isso. Apenas uma mulher que quer comer bem e dar a melhor alimentação possível para sua família.

A jovem descolada deu lugar a uma mãe e esposa dedicada, que cozinha e se orgulha disso. Mas essa mesma mulher continua sendo uma boa profissional, amiga e cidadã. E é isso que importa!

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