Luto, entendendo sua repercussão nas nossas vidas

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Imagem: 3438312 / Shutterstock

Quando você ouve a palavra luto, pensa logo naquele período (normalmente o espaço de um ano), onde as pessoas que perdiam algum ente querido vestiam-se de preto, cultuando e chorando o seu morto?

Caso a resposta tenha sido positiva, temos uma série de reflexões a fazer.

Entende-se como luto, o conjunto de reações que surgem diante de uma perda significativa em nossas vidas. Fazem parte dessas reações, a tristeza, a desmotivação, os pensamentos depressivos, a sensação de vazio, a raiva, dentre outras emoções.

Diante disso, percebemos que o tema é muito mais abrangente e com muito mais desdobramentos, do que somente o falecimento de um ente querido.

A perda de um emprego, o fim de um relacionamento, a saída de um filho de casa, ou até mesmo o nascimento de uma criança desejada e o final de uma graduação, podem ser geradores de lutos nos mais variados graus e em diversas nuances emocionais para quem os vivencia.

Identificou-se com alguma dessas situações?

Pois saiba que, longe de ser algo negativo ou indesejado, o luto é necessário, uma vez que é através dele que elaboramos as perdas e ressignificamos o novo momento e o novo caminho a seguir, sem aquilo ou quem se perdeu.

Reprimir as lágrimas, ou fazer de conta que nada está ocorrendo não é o melhor caminho a seguir, uma vez que a angústia continua presente e, em algum momento virá à tona, muitas vezes na forma de adoecimentos emocionais.

Falar a respeito das perdas e das dores que sentimos, é uma forma de, aos poucos, irmos elaborando essas lacunas formadas diante das partidas ou rupturas.

A sociedade ocidental, nos últimos anos, tem buscado de todas as formas, nos afastar de todo e qualquer tipo de dor e isso tem nos deixado cada vez mais fragilizados e despreparados para lidar com as perdas.

É importante que comecemos a encarar nossos lutos como aquilo que realmente são: reações naturais e esperadas diante das perdas, pois só assim conseguiremos caminhar no sentido da compreensão da dor, não de forma masoquista, mas olhando-a como mecanismo de crescimento e fortalecimento.

Monica Martinez
Monica Martinez de Seixas CRP 06/123494 - Psicóloga clínica, formada pela Universidade Nove de Julho. Atua nos processos de ansiedade e depressão, ocasionados pelo luto e emagrecimento. Hipnoterapeuta e Palestrante. Atende jovens e adultos através da abordagem Terapia Cognitiva Focada na Narrativa e na Compaixão. e-mail: psimonicamartinez@gmail.com

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