Quem você levaria para uma ilha deserta?

0
196
Imagem: Pexels / Shutterstock

Caso você fosse obrigado a ir morar numa ilha deserta e pudesse levar somente uma pessoa, quem você levaria?

Essa pergunta, com conotação de brincadeira, encerraria em si uma fonte de angústias, caso se tornasse uma realidade, para a maioria das pessoas.

Interessante percebermos o quanto algumas escolhas em nossas vidas demandam de nossa parte, esforço e desgaste emocional.

Escolhas são trilhos pelos quais nossas “locomotivas pessoais” caminham. Escolhemos, desde o momento em que acordamos, se ficaremos mais tempo deitados, ou não, escolhemos qual alimento comeremos às refeições; escolhemos a roupa que nos vestirá e essas escolhas se perpetuam durante nosso dia, nossa semana, nossa vida.

Se é certo que passamos nossas vidas fazendo infinitas escolhas, mais certo ainda é que isso não nos torna “experts” nesse assunto.  .
Isso se deve ao fato de que a grande parte das escolhas que fazemos, são feitas de forma não consciente,  como se estivéssemos no “piloto automático”.

Em consequência, quando somos convidados a tomar decisões de forma consciente é comum nos sentirmos confusos, amedrontados e até irritados, deixando evidente nossa pouca habilidade nesse aspecto.

Retornando à pergunta do início do texto, onde estaria a real dificuldade em escolher uma pessoa para levar consigo para uma ilha deserta?

O conflito, certamente, não está na companhia da pessoa escolhida, mas em todas as outras que, forçosamente, não poderão ir junto conosco.

Dessa forma fica evidente que o grande gerador de angústia, nesse caso, é quando somos chamados a abrir mão de algo ou alguém, uma vez que não é comum estarmos preparados para isso.

Em razão disso, com relativa frequência, protelamos nossas escolhas e, não raras vezes, as colocamos em mãos alheias.

O exercício da autonomia e da certeza de que na realidade muito pouco ou quase nada nos pertence, nos ajudará a tornar nossas escolhas, menos dolorosas e mais libertadoras.

O processo de autoconhecimento, nessa, como em tantas outras situações, é relevante e extremamente positivo e proveitoso.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here