Dia dos namorados: Não é só de beijos que se prova o amor

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Imagem: pixel2013 / Shutterstock

Uma data feita para celebrar a união de casais apaixonados e intensificar o comércio. Entenda a origem dessa comemoração.

No Brasil, o Dia dos Namorados é comemorado em 12 de junho – com simbologia católica, já que por sua vez, a data foi escolhida por ser véspera do dia dedicado a Santo Antônio. Em muitos outros Países, essa mesma data é conhecida como o Dia de São Valentim (Valentine’s Day), comemorada no dia 14 de fevereiro. -Mas você sabe como tudo começou? E por que em nosso país comemorarmos esse dia em uma ocasião diferente da maioria dos outros?

A data possui origens diversas, desde pagãs, cristãs e até capitalistas! Aqui, a comemoração apresenta uma história diferente, pois está diretamente relacionada ao Santo Antônio, que em suas pregações religiosas sempre destacava a importância do amor e da união matrimonial. Em função de suas mensagens, depois de ser canonizado ganhou a fama de ser o “Santo Casamenteiro” e se tornou símbolo dos que desejam um par romântico.

Quanto maior o presente, maior o amor

Além do conceito religioso, o que passou a reger o Dia dos Namorados é a comercialização de produtos, seja chocolates, flores, ursinhos de pelúcia ou até joias. Com o intuito de melhorar as vendas do mês de junho, o até então publicitário João Dória – pai do atual governador de São Paulo – lançou uma campanha comercial a pedido da Exposição Clíper, uma conceituada loja da década de 1940, com apoio da Confederação do Comércio de São Paulo. Esta campanha consistiu, no Brasil, na mudança daquele dia de São Valentim para o dia 12 de junho com o slogan: “não é só de beijos que se prova o amor”, que teve sua primeira divulgação publicada no jornal O Globo em 1948.

A campanha publicitária criada pelo comércio paulista, e depois assumida por todo Brasil, fez com que as vendas aumentassem bastante, alcançando seus objetivos de lucratividade. Assim, produziram o mesmo efeito que o Valentine’s Day que já reinava no Hemisfério Norte, mas é claro, incentivando ainda mais a troca de presentes entre os casais apaixonados e mostrando que quem ama de verdade dá grandes presentes.

Com isso, os enamorados, sem perceberem a manipulação que o capital faz, trocam presentes como forma de celebrar a união do casal e de demonstrar a paixão que ainda sentem um pelo outro. Creio não ser errado que se presenteiem uns aos outros, afinal, quem não gosta de receber presentes e sair para jantar, não é mesmo?

Mas, há inúmeras formas de demonstrar carinho, afeto, ética, gratidão, parceria, honestidade e amor, além de presentear. Nem seria necessário comentar que os sentimentos não apenas devem ser exteriorizados em apenas um dia do ano, mas sim em todos. Os enamorados devem agradar seus amores todos os dias, fazendo(os) sentir-se importante(s) e querida(os). Prove que em um mundo que dá mais valor ao bem material do que aos reais sentimentos é possível demonstrar todo o amor sem se preocupar em comprar o maior e o melhor presente. Nos dias conturbados em que vivemos, em todos os sentidos, um simples gesto faz a diferença. Mas nem todos percebem isto, infelizmente!


Mauro Felippe, advogado, chegou a cursar Engenharia de Alimentos antes de se decidir pela carreira em Direito. Autor das coletâneas poéticas Nove, Humanos, Espectros e Ócio, já preencheu diversos cadernos em sua infância e adolescência com textos e versos, dos simples aos elaborados (a predileção pelo segundo evidente em sua escrita). As temáticas de suas obras são extraídas de questões existenciais, filosóficas e psicológicas que compreende no dia a dia, sendo que algumas advém dos longos anos da advocacia, atendendo a muitas espécies de conflitos e traumas. Fontes de pesquisa aqui, aqui

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