Uso incorreto de fones de ouvido acarreta doenças auriculares

0
1903
Imagem: StockSnap / Shutterstock

Nível de decibéis, tempo de uso e falta de higiene adequada podem resultar em surdez e contaminação por fungos e bactérias.

O uso do fone de ouvido tem se tornado um hábito cada vez mais popular, pois permitem privacidade ao ouvir músicas e filmes, principalmente em ambientes públicos. Entretanto, segundo o padrão de segurança da Organização Mundial da Saúde, o nível do som em fones de ouvido, de acordo com o tempo de uso, deve ser no máximo 80 decibéis.

Segundo a otorrinolaringologista Milena Costa, “Alguns hábitos são extremamente necessários para manter a saúde auditiva e prevenir doenças, como não deixar que o volume do fone se sobreponha aos sons ambientes; evitar ficar próximo das caixas de sons em locais com sons muito altos, como shows e baladas;  dar preferência aos fones em formato de concha e não ficar exposto a sons altos por um longo período de tempo. Lembrando que na presença de sintomas como perda auditiva ou zumbido, é de extrema importância realizar uma avaliação com um otorrino para obter o diagnóstico e o tratamento precoce”.

Além do volume, existem outras preocupações que devem ser levadas em consideração, como infecções. Os fones intra-auriculares, que por serem colocados dentro do canal auditivo podem promover micro-escoriações, favorecendo a ocorrência de infecções externas. Sendo assim, o compartilhamento dos fones é arriscado porque, além da presença de micro-organismos, a flora auditiva de uma pessoa é diferente da outra, o que resulta em uma contaminação cruzada.

A Dra. Milena também alerta que fones intra-auriculares podem empurrar e impactar o cerume para porção mais interna do conduto, ocasionando sensação de perda auditiva.   “Lembre-se de procurar um otorrino se sentir dor de ouvido, coceira excessiva, diminuição de audição, zumbido, desconforto ao toque ou secreções”, diz.

Limpeza

A limpeza dos fones e headfones deve ser feita todos os dias, antes e após o uso, ou, no mínimo, uma vez por semana com álcool isopropílico – nunca com água e sabão – para não prejudicar os condutos eletrônicos do aparelho. Com um cotonete ou um pedaço de algodão, o usuário deve passar o produto nos fios e na parte que fica em contato com a orelha afim de higienizá-los.


Dra. Milena Costa, médica otorrinolaringologista formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, com residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e também fellowship de pesquisa em Rinologia pela Stanford University, na Califórnia.    

 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here