Costureira troca confecção de roupas por bonecas de pano

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Lena com suas bonecas de pano

Costureira troca confecção de roupas por bonecas de pano depois de se encantar por peças que viu na web.

Maria Helena Souza de Almeida, 63, cresceu cercada de costureiras da família. Aos 12 anos, começou a costurar peças para ela e sua família e não parou mais. “Eu gostava de produzir blusinhas e outras peças com cortes exclusivos que não via nas lojas e que outras costureiras não conseguiam fazer iguais. Com o tempo, transformei a atividade em minha profissão”.

Lena, como é conhecida pela família e amigos, manteve a produção até o início de 2016, quando descobriu uma nova paixão: a confecção de bonecas de pano. Em outubro do mesmo ano, criou a Mahlele Bonecas de Pano, em Porto Alegre (RS), e iniciou a produção profissional de suas bonecas.

“Descobri essa paixão por um acaso. Eu estava procurando uns modelos de calça na internet com o meu irmão, porque nunca gostava das opções disponíveis no mercado, quando vi as bonecas pela primeira vez e me encantei. Passei dias pesquisando na internet para ver como construí-las e decidi começar a fazer as minhas”.

A costureira demora de três a quatro dias para confeccionar cada boneca. Cada peça é única porque recebe acabamento especial que envolve a produção dos cabelos, roupas, cor da pele, olhos, boca, botões, meias, calcinhas, entre outros.

“Considero cada boneca única. Todas são produzidas com muito amor e carinho e são ricas em detalhes. Recebem forros diferentes e botões que garantem a articulação dos braços e pernas. Os vestidinhos são tão delicados que poderiam ser usados por qualquer menina. Inclusive, já fiz vestidos parecidos para a filha de uma prima antes mesmo de iniciar a produção das bonecas”, comenta a artesã.

A partir desta semana, alguns modelos das bonecas de pano já podem ser compradas na Loja Plena Mulher. Veja na loja alguns modelos prontos, feitos à mão pela artesã, neste link: https://www.lojaplenamulher.com.br/artesanal/bonecas-de-pano

Lena conta que a comercialização das bonecas é uma realização pessoal. “Eu comecei a produzi-las para familiares e amigos. Hoje vejo que é possível crescer e não tem coisa melhor do que trabalhar com o que gosta. As bonecas me ajudam em vários aspectos, me relaxam, me dão tranquilidade… adoro vê-las prontas. Construí-las e ter um retorno financeiro ainda por cima, realmente é muito bom.”

Peças exclusivas têm clientes cativos

A ascensão do artesanato é uma realidade no mercado nacional, segundo Camila Ribeiro Gonçalves, analista de negócios do Sebrae-SP. De acordo com ela, quem compra produtos personalizados gosta da exclusividade e não se incomoda de pagar pelo produto. No entanto, ela precisa conhecer o valor agregado da peça para valoriza-la.

“É preciso conhecer o seu público-alvo e trabalhar em cima dele. Ver onde ele está, como se apresentar e mostrar o valor do seu produto”, orienta Camila.

O maior desafio no ramo do artesanato é precificar o produto. “As artesãs gostam tanto do que fazem que acabam tendo dificuldades para precificar seus produtos. O que é um erro que pode comprometer o seu negócio.”

Tudo deve ser colocado na ponta do lápis para elaborar o preço, inclusive o tempo de trabalho da artesã em cada peça. Outro aspecto importante é o investimento em inovação. “Ela precisa avaliar a sua produção, simplificar e otimizar processos para facilitar o seu trabalho e aumentar o lucro.”

Quem atua com artesanato também deve investir em redes de contato e parcerias. “É importante participar de eventos, feiras e buscar parcerias para a comercialização de seus produtos”, finaliza Camila.


Maria Helena Souza de Almeida é artesã e suas bonecas podem ser vistas em sua página no Facebook: https://www.facebook.com/mahlelebonecas.

Camila Ribeiro Gonçalves é analista de negócios do Sebrae-SP.

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