Pele da mulher após os 50 anos: Saiba como cuidar e amenizar os sinais do tempo

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Imagem: office469 / Shutterstock

Perda de viço, flacidez, ressecamento e rugas, são alguns dos principais problemas que podem ser encontrados na pele da maioria das mulheres com idades acima dos 50 anos. Com estas disfunções provocadas pelo passar dos anos, além do uso diário de cremes e cosméticos, a pele também começa a demandar cuidados mais específicos e intensivos, que devem ser aliados a uma mudança significativa nos hábitos de vida. 

De acordo com a dermatologista, Ana Rosa Magaldi, estas mudanças na saúde cutânea feminina após os 50 anos se devem a perda de elementos indispensáveis para a regeneração, proteção, firmeza e estruturação dos tecidos da pele. “Nesta idade, a renovação das células da pele fica mais lenta. Ainda há a perda de massa muscular, o aumento da porosidade dos ossos e a redução na produção de proteínas como o colágeno e elastina”, esclarece.

Ana Rosa explica que também neste momento da vida, as glândulas sebáceas desaceleram a produção de gordura em nosso corpo, o que acaba prejudicando a lubrificação da derme e isso por sua vez, a torna mais frágil, quebradiça e seca. “Outros fatores que podem ser determinantes para a ocorrência destes problemas são as alterações hormonais causadas pela menopausa. A queda na produção dos hormônios influência de maneira profunda no declínio da capacidade de hidratação do órgão, e na perda do brilho e elasticidade da pele”, aponta.

Com tudo isso, a dermatologista recomenda que as mulheres nestas condições procurem mudar a forma de cuidar de suas peles e adotem o uso de produtos que contribuam para a atenuação dos efeitos e implicações geradas pelo envelhecimento. “É preciso lembrar que a adoção de alguns hábitos pontuais pode retardar o surgimento de rugas mais profundas, e ainda evitar o envelhecimento precoce da pele”, ressalta.

Segundo Ana Rosa, para desacelerar o desgaste da pele e minimizar os efeitos de possíveis maus hábitos praticados ao longo dos anos, a primeira dica é sempre usar o protetor solar. “É essencial que ele seja aplicado no corpo e face tanto nos dias ensolarados quanto nos nublados. Isso é necessário porque a interação entre a luz ultravioleta e as células da pele colabora para a geração de radicais livres que causam lesões nas mesmas. Além disso, a exposição solar exacerbada também pode favorecer a destruição das fibras de colágeno. Dar preferência a filtros de textura cremosa com FPS acima de 30, e que tenham componentes antirrugas em suas fórmulas é uma ótima opção, pois assim a pele fica protegida e mais hidratada”, explica.

Outras ações que podem beneficiar a pele da mulher madura é a ingestão de muita água; a adoção de uma alimentação saudável e balanceada; a prática de exercícios físicos; a higienização diária para a eliminação de impurezas provenientes da poluição urbana; e o abandono do tabagismo. “Já as mulheres que estão na menopausa devem procurar pela orientação médica para saberem se estão aptas a fazer a reposição hormonal”, orienta.

Para restaurar a uniformidade e vitalidade da pele, – que foram perdidas com o passar dos anos –, a utilização de cremes anti-idade é uma boa alternativa. “É interessante investir em produtos que contenham os ativos Pro-Xylane e LHA, a vitamina Niacinamida, e o princípio ativo Retinol. No entanto, enfatizo que antes da adoção de qualquer tratamento ou procedimento estético, é imprescindível ter a orientação e o acompanhamento de um dermatologista qualificado”, destaca.

Já para quem prefere optar por intervenções estéticas em consultório, existe uma infinidade de métodos que podem dar resultados mais precisos e perceptíveis em um menor espaço de tempo. “Junto de seus médicos, as pacientes podem apostar em sessões de laser de CO2 e luz pulsada, que auxiliam na recuperação do colágeno e combate a flacidez. Para suavizar as manchinhas e dar luminosidade a cútis, as mais indicadas são as técnicas de peeling, aplicação de Botox e skinbooster”, conclui a dermatologista.


Ana Rosa Magaldi, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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