Precisamos falar sobre o bacon

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Imagem: Hans / Shutterstock

O bacon não é vilão e pode ser usado na dieta de quem quer emagrecer.

Muitas pessoas que desejam emagrecer e iniciam uma dieta alimentar para perder peso torcem o nariz para o bacon. De acordo com Rodrigo Polesso, especialista em emagrecimento, esta resistência se deve ao fato desse alimento – que, nada mais é do que barriga de porco curtida no sal – ter sido “demonizado”, nas últimas décadas, por alguns segmentos da mídia, profissionais desatualizados e governos com diretrizes de baixa gordura, que assumiram a ideia “comprovadamente falsa de que gordura, principalmente gordura saturada, faz mal”.

No que se refere ao corpo de evidências científicas sobre nutrição, não há nenhum estudo realizado na história que tenha estabelecido provas de que gorduras saturadas (presentes no bacon) sejam nocivas à saúde humana. “O que existem são estudos associativos e epidemiológicos que não servem como embasamento para suportar qualquer relação de causa efeito”.

O bacon pode não apenas ser inofensivo, como fazer bem à saúde com suas propriedades nutricionais. Três tiras de bacon, por exemplo, contêm aproximadamente 112 Kcal, apresentando a seguinte composição de macronutrientes: 31% de proteínas, 67% de gorduras de alta qualidade e quase nenhum carboidrato.

O bacon apresenta 50% da gordura monoinsaturada, que é a mesma que compõe, quase em sua totalidade, o azeite de oliva, e que é venerada pelos especialistas no assunto. A outra parte do tipo de gordura que integra o bacon é a saturada. Mesmo sendo vista como vilã, a gordura saturada está presente também no azeite de oliva (14%), no salmão (20%) e até no leite materno. Além disso, o bacon possui os ácidos graxos ômega 3 e ômega 6 em proporção bastante semelhante à do azeite de oliva. “Em outras palavras, não há nada no bacon que não tenha em outros alimentos já aceitos como saudáveis”.

Existe uma desinformação generalizada e altamente difundida de que a gordura animal é nociva à saúde, quando “sabemos, com convicção científica, que são apenas os óleos vegetais, criados pela indústria, como, óleo de soja, canola, girassol etc., que, de fato, fazem mal”.

Ainda a respeito da divulgação maciça de que o bacon seja causador de doenças mortais (obesidade e problemas cardiovasculares): “É inconcebível que um alimento tão antigo seja o culpado por doenças tão novas”. As variações do que hoje se conhece como bacon são consumidas, há milhares de anos, por povos antigos na China, por exemplo.

Além disso, populações inteiras, como os norte-americanos, alimentaram-se durante séculos de ovos e bacon no café da manhã, sem apresentar problema algum. “Apenas mais recentemente, começaram a engordar em ritmo recorde por acreditarem que seria uma boa escolha substituir o tradicional alimento matutino por sucrilhos, cereais, waffles, panquecas e smoothies”.

Posto isso, o bacon, além de saudável, pode ser utilizado para aqueles que desejam emagrecer. “Não há porque evitar bacon no emagrecimento, pois ele é metabolizado muito facilmente pelo corpo e não provoca nenhuma reação hormonal adversa, como picos de glicose e insulina que promovem o ganho de peso, os quais acontecem com o pão integral e grãos integrais, por exemplo. Aliás, ele pode até ajudar, tornando o processo muito mais prazeroso e saboroso”.

O que não significa, que devamos ingerir bacon em demasia, fazendo dele a base de nossa dieta alimentar. “Nem água em exagero é bom”. Uma ótima maneira de inserir o bacon na alimentação diária, fazendo parte do estilo de vida da Alimentação Forte, é emprega-lo como condimento em suas refeições.

Por fim, devemos ter cuidado com a procedência do alimento. “Alguns bacons à disposição nos mercados são cheios de conservantes. Opte pelas versões mais simples e naturais”.


Rodrigo Polesso é idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego.

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