Incontinência Urinária, um assunto que ainda é tabu entre homens e mulheres

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Imagem: lumpi / shutterstock

A Incontinência Urinária é um problema que causa a perda de urina involuntária, ou seja, a perda de urina que a pessoa não consegue controlar. Estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros sofram com algum grau da disfunção, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

O problema é duas vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens, já que cerca de 30-40% das mulheres com mais de 40 anos apresentam algum grau de incontinência urinária.

O problema é ainda maior depois dos 70 anos. A chance de apresentar o problema depois dessa idade é de quatro a cinco vezes maior do que entre 20 e 40 anos.

O médico urologista Dr. Rafael Buta explica que há três tipos de Incontinência Urinária. “A incontinência urinária aos esforços é aquela em que o paciente perde urina quando realiza alguma manobra que aumenta a pressão dentro do abdome, como tosse, espirro, gargalhadas e, nos casos mais graves, quando pega peso, sobe escadas ou levanta-se de uma cadeira”.

Esse caso é muito mais comum em mulheres e tem como principais fatores de risco, gravidez, obesidade e constipação intestinal. “Em homens é incomum, podendo ocorrer após operações para tratamento de doenças da próstata”.

Há ainda a incontinência de urgência, que ocorre quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo. Os tipos podem se misturar e formar a incontinência mista.

Bexiga hiperativa

Outra causa de incontinência urinária é a bexiga hiperativa, que atinge por volta de 12% de todos os homens e mulheres. “A sua incidência aumenta muito com a idade, podendo chegar a 80% nas pessoas com mais de 80 anos. Um terço dos pacientes com bexiga hiperativa apresentam também incontinência”.

O problema não é exclusivo de adultos, pois crianças e adolescentes podem também estão sujeitos a apresentar incontinência urinária. Porém, os casos nessa faixa etária são raros e estão, na maioria das vezes, associados a alguma malformação neurológica congênita.

Tratamento

O tratamento conservador de primeira linha é a fisioterapia e modificação dos hábitos de vida. No caso de pacientes com bexiga hiperativa em que os sintomas persistem após a fisioterapia, pode-se lançar mão de medicamentos que reduzem os sintomas. Já quando a causa é a incontinência aos esforços, se houver falha do tratamento fisioterápico, o paciente pode precisar de um tratamento cirúrgico.

“O objetivo principal dos tratamentos é cessar por completo a incontinência e deixar o paciente “seco”, de forma que não seja mais necessário o uso de absorventes. Caso isso não seja possível, o uso de absorventes ou até mesmo clamps penianos pode trazer algum conforto ao paciente”.

Atenção

“A incontinência urinária afeta de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes, podendo levar, nos casos mais graves, a isolamento social”, por isso é importante procurar tratamento médico.


Dr. Rafael Buta é urologista da Aliança Instituto de Oncologia.

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