O amor não acabou… foi o hormônio

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Imagem: liuhonghezhengshi / shutterstock

Um alto percentual de casais acredita que estão em crise conjugal, mas na verdade o problema é outro, o hormônio.

Você pode até pensar que seu par não se interessa mais por você. São tantos anos, problemas e desgastes que você tende a acreditar que o relacionamento caminha para o fim e o distanciamento acaba sendo inevitável e progressivo.

Uma ótima notícia

Não acabou o amor, só faltaram os hormônios. Um deles é a ocitocina. A afirmação é da Dra. Denise Portugal, endocrinologista e professora da Associação Brasileira de Medicina Ortomolecular.

Cerca de 70% dos problemas relatados pelos pacientes como sendo de relacionamento entre casais estão diretamente ligados aos desequilíbrios hormonais, muitas vezes, de ambas as partes. Muita gente conhece a ocitocina por estimular a contração do útero na hora do parto e por ajudar as mulheres na amamentação.

Mas, o que a maioria desconhece são os outros tantos benefícios que esse hormônio traz para o corpo. “A ocitocina não é exclusiva das mulheres. Os homens também a fabricam, em menor quantidade, é verdade, mas fabricam. Além da sua função no parto e na amamentação, ela também age como um transmissor que regula o comportamento de interação social das pessoas”, quando liberado pelo cérebro, o hormônio é capaz de diminuir o estresse e melhorar a libido, sendo, por isso, também conhecido como o “hormônio do amor”.

Simples mudanças de hábitos são capazes de recuperar a felicidade de viver a dois e até casamentos que para muitos já estavam perdidos. “Hábitos mais saudáveis, como abraçar mais, beijar mais, bons alimentos e exercícios físicos geram mudanças imensuráveis para a vida. E isso se multiplica quando falamos de relacionamentos”.

A quantidade de ocitocina é responsável ainda, muitas vezes, pela empatia entre pessoas, honestidade e autoconfiança. “Todos esses pontos são primordiais para uma relação saudável e duradoura. Portanto, antes de pensar que acabou o amor, consulte um endocrinologista para verificar se seus hormônios estão em níveis saudáveis. Pois, uma simples “falta” ou até mesmo desregulação deles pode colocar seu relacionamento em xeque”.


Dra. Denise Portugal é endocrinologista e professora da Associação Brasileira de Medicina Ortomolecular.

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