Como fantasias sexuais afetam sua relação

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Imagem: Loja Plena Mulher

Fantasias sexuais estão presentes no imaginário humano, isso é um fato. E é muito comum que mesmo pessoas em relacionamentos tenham fantasias, seja com o parceiro, seja com outras pessoas.

Mas será que isso faz bem para a relação? De acordo com um estudo realizado por pesquisadores do Centro Interdisciplinar de Herzliya, em Israel, fantasiar com o parceiro ajuda no relacionamento, mesmo quando a fantasia não é espontânea. Porém, embora o estudo tenha descoberto que fantasiar com outras pessoas não prejudique diretamente o relacionamento, este tipo de imaginação pode, com o tempo, salientar as falhas do relacionamento, causando problemas a longo prazo.

Os relacionamentos não permanecem naquela fase de paixão para sempre. Eventualmente, as coisas desaceleram, o casal passa a se esforçar cada vez menos e o interesse pode começar a diminuir. No entanto, pode ser possível restaurar a excitação e o interesse em um relacionamento de longo prazo, e as fantasias sexuais podem ter um papel importante neste aspecto.

Os pesquisadores israelenses conduziram um estudo dividido em quatro partes para entender como as fantasias sexuais afetam os relacionamentos. Dois tipos de fantasias sexuais foram consideradas: fantasias diádicas, aquelas que envolvem o outro parceiro no relacionamento, e fantasias extradiádicas, fantasias que se concentram em alguma outra pessoa fora do relacionamento. Eles descobriram que, ao fantasiar sobre nossos parceiros, nós os desejamos mais e nos comportamos de maneira a fortalecer o relacionamento.

No primeiro estágio do estudo, 40 casais presentes em um laboratório foram aleatoriamente instruídos a fantasiar sobre seu parceiro ou outra pessoa e depois descrever sua fantasia em forma de narrativa para um pesquisador – por mais desconfortável que isso fosse. Logo depois, eles receberam um questionário para medir o desejo de fazer sexo com o parceiro e fazer o parceiro feliz. Aqueles que tinham fantasias com seus parceiros relataram estar mais motivados a ter relações sexuais com o parceiro e a se engajar em comportamentos que promovessem o bem do relacionamento.

“Os participantes da condição de fantasia diádica expressaram maior desejo de se envolver em sexo com seus parceiros e fazer algo que os tornaria felizes em comparação com os participantes da condição de fantasia extradiádica”, escreve em artigo publicado no site Psy Post uma das autoras do estudo, Gurit Birnbaum.

Aumento do desejo

Pode ser que as pessoas em relacionamentos saudáveis tenham a tendência a fantasiar sobre seus parceiros mais frequentemente, mas esta fase do estudo mostrou que apenas fantasiar sobre o parceiro faz com que o relacionamento melhore, independentemente dele ser previamente saudável ou não – um relacionamento “saudável” nesse contexto é aquele em que o casal tem desejo sexual e demonstra interesse em promover o bem do relacionamento. A fantasia sexual provavelmente não pode ajudar um relacionamento tóxico ou abusivo.

A segunda etapa teve como objetivo esclarecer o impacto da fantasia extradiádica, aquela com terceiros, sobre os desejos dos participantes. Além das fantasias sexuais, alguns participantes foram convidados a fantasiar sobre atividades não sexuais com o parceiro ou com outra pessoa. Depois de preencher o questionário, os grupos que tinham fantasias não-sexuais classificaram seu desejo sexual e motivação para se comportarem de maneiras que promovessem sua relação tanto quanto aqueles que tinham fantasias extradiádicas sexuais. Isso significa que fantasiar sexualmente sobre outra pessoa não prejudica um relacionamento nem o ajuda. Na verdade, estas fantasias, segundo o estudo, têm o mesmo impacto que fantasiar aleatoriamente sobre qualquer coisa.

“Os participantes romanticamente envolvidos imaginaram um de quatro cenários que envolviam atividades sexuais ou não sexuais com o parceiro ou com alguém que não era seu parceiro romântico. Então, eles descreveram esse cenário na forma narrativa e classificaram seu desejo de fazer sexo e de se engajar em atividades não sexuais positivas com o parceiro (por exemplo, uma conversa íntima e não sexual). Os resultados mostraram que fantasiar extradíadicamente não diminuiu o desejo de se envolver sexualmente com o parceiro e de realizar outros comportamentos de promoção de relacionamento. Por outro lado, fantasias diádicas aumentaram esses desejos. As descobertas também demonstraram que os efeitos benéficos da fantasia diádica eram exclusivos ao domínio sexual”, escreve Birnbaum.

Fantasiando um relacionamento melhor

As duas etapas seguintes do estudo focaram em uma visão mais realista de como as fantasias afetam os relacionamentos. Ao invés de serem realizadas em laboratório, as pesquisas passaram a ser feitas no mundo real dos relacionamentos.

Nestes últimos dois estágios, os participantes preencheram um diário de suas fantasias sexuais imediatamente depois que elas ocorreram. Todas as noites, eles preenchiam um questionário que media se eles se comportavam de uma maneira que melhorasse ou piorasse seu relacionamento, dizendo, por exemplo, que amava o parceiro ou o criticando.

“Os resultados revelaram que os participantes eram mais propensos a se engajar em comportamentos saudáveis ao relacionamento, como cumprimentar seus parceiros e agir com consideração em relação a eles, após fantasiarem sexualmente sobre eles. A fantasia sexual em relação a outra pessoa, por comparação, não esteve associada ao envolvimento em comportamentos que promovessem ou prejudicassem os relacionamentos”, relata Birnbaum.

A quarta etapa do estudo foi desenvolvida para descobrir por que as pessoas que fantasiavam com seus parceiros tinham maior probabilidade de se engajar em comportamentos benéficos para o relacionamento. “Para este propósito, ambos os membros de casais românticos completaram um diário noturno durante 6 semanas no qual registraram sua freqüência de fantasias diádicas, desejo de se envolver sexualmente com seu parceiro, percepções relacionais positivas e negativas (por exemplo, “Eu senti que tenho um relacionamento muito valioso hoje ”,“ eu tinha dúvidas sobre a compatibilidade entre eu e meu parceiro hoje”), e comportamentos de promoção de relacionamento. Os resultados revelaram que fantasiar sobre o parceiro favoreceu não apenas a atração pelo parceiro, mas também o relacionamento em si, diminuindo visões negativas e tornando o relacionamento mais valioso. Essa atração aprimorada, por sua vez, parece motivar os parceiros a investirem ainda mais no relacionamento”, compara a pesquisadora.

Um detalhe crucial do estudo foi que as fantasias diádicas aumentavam o desejo mesmo quando as fantasias não eram espontâneas. A maioria de nós fantasia sobre nossos parceiros sempre que sentimos vontade, não por sugestão dos pesquisadores. Mas essas fantasias espontâneas comumente acabam por desaparecer dos relacionamentos, e o desejo sexual por seu parceiro pode diminuir com o tempo.

Este estudo descobriu que fantasias sexuais diádicas “artificiais” aumentam o desejo em um relacionamento, o que significa que elas podem ser usadas intencionalmente para melhorar um relacionamento.

As evidências sugerem que o “treinamento de fantasias” promove um relacionamento saudável. Fantasiar sexualmente sobre o seu parceiro, mesmo que isso seja feito de maneira intencional e não naturalmente, faz com que ele pareça mais atraente, e isso motiva você a construir um relacionamento mais feliz e saudável.

“No geral, essas descobertas demonstram que, embora as fantasias sejam vivenciadas em um mundo imaginário, elas têm uma conexão favorável sobre o mundo real. Em particular, o simples fato de pensar em sexo com o parceiro tem efeitos benéficos no relacionamento, levando a um maior desejo sexual pelos parceiros atuais, além de (levar as pessoas a) agir de forma mais positiva em relação a eles. O fantasiar diádico pode, assim, servir como um mecanismo de manutenção de relacionamentos que ajuda os parceiros a sustentar relacionamentos íntimos satisfatórios a longo prazo, impulsionando a atração pelo parceiro e inibindo o envolvimento em comportamentos que prejudicam o relacionamento”, conclui Birnbaum.


Hypescience: Por Jéssica Maes


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