Método contraceptivo: como escolher o melhor para você

0
158
Imagem: StockSnap / Shutterstock

Método contraceptivo é sempre pauta entre as mulheres – elas querem e podem escolher como fazer seu planejamento familiar.

Muitas mulheres têm repensado a forma como querem construir suas vidas e estão fortalecendo o valor da tomada da decisão. Querem cada vez mais poder decidir como, quando e onde – e se realmente vale a pena. Carreira, jeito de falar e vestir, como se comportar, com quem se relacionar e se querem ou não constituir uma família – e como ela será. As mais novas já estão nascendo com essa força e até servindo de exemplo para aquelas que já lutam há tempos pelo seu espaço. E não à toa, todas buscam caminhos e respostas que possam deixar sua rotina – e planos – mais atraentes, simples e funcionais.

O planejamento familiar é um dos tópicos mais discutidos. A mulher tem o direito de decidir se quer ser mãe, e se sim, quando isso irá acontecer. Mas não são todas que encontram a melhor forma de prevenir uma gravidez não planejada.

Para a ginecologista Dra. Camila Prestes, o método contraceptivo deve ser adequado a mulher entendendo seus hábitos, histórico de saúde e suas preferências. “Tenho pacientes que não podem usar hormônios, outras que não têm disciplina para administrar os comprimidos diariamente e as que preferem evitar a gestação de forma mais saudável, sem efeitos colaterais indesejáveis para o organismo. Temos que levar tudo isso em conta para entender o que será melhor para cada mulher”.

Contraceptivos

Hoje existem inúmeros tipos de contraceptivos no mercado: dentre os DIUs de cobre existem os modelos Classic, Comfort, Comfort mini, e ainda o modelo Silverflex, que possui cobre e prata em sua composição; DIU hormonal, pílulas, implantes, injeções, anel vaginal e adesivos. Cada um deles têm uma função e uma ação no corpo da mulher. Mas o grande destaque é para o método livre de hormônios.

Existe um aumento crescente na procura por métodos contraceptivos não hormonais e que não tragam efeitos colaterais a curto e longo prazo. “As mulheres estão redescobrindo o DIU de cobre e querem estar protegidas de maneira menos agressiva ao seu organismo, assim como estão fazendo com outros hábitos diários”.

DIU de cobre

Então vamos conhecer mais sobre o DIU de cobre, método que tem se tornado a opção de inúmeras mulheres preocupadas com a saúde e ao mesmo tempo buscam segurança e praticidade.

Desmistificando o DIU de cobre?

  • Mulheres amamentando podem utilizar com total segurança
  • Existem diferentes tamanhos e formatos de DIUs que se adaptam de maneira adequada na anatomia uterina
  • Pode ser removido a qualquer momento
  • Seguro em todas as idades, desde a adolescência até a menopausa
  • Mulheres que ainda não engravidaram podem usar DIU
  • DIU de cobre não é abortivo
  • Não causa infecções ginecológicas
  • Não causa infertilidade
  • Não interfere na pele e libido
  • Não incomoda durante as relações sexuais

Quem pode usar? 
Todas as mulheres que buscam um método contraceptivo livre de hormônios, de longa duração, prático e seguro.

Quais os benefícios?
O método possibilita que o corpo produza os próprios hormônios, tem longa duração, baixíssimo índice de falhas, eficácia de 99,4 % e conta com a praticidade de não se preocupar em tomar a pílula diariamente.

Quais os tipos e para quem é indicado? 
DIU de cobre, DIU Comfort, DIU Silverflex – o único modelo do mercado que une cobre e prata na composição-, DIU Mini Comfort, são indicados para mulheres sexualmente ativas, que não podem ou não querem usar hormônios sintéticos para evitar uma gestação.


Dra. Camila Prestes é ginecologista e parceira da DKT, que foi fundada em 1989, por Philip D. Harvey, e é uma organização sem fins lucrativos especializada na implantação de programas de planejamento familiar e prevenção de ISTs e Aids ao redor do mundo, contando com inúmeros projetos em 29 países. Em 2016, mais de 33 milhões de casais foram protegidos – índice CYP (Couple Years of Protection), o que corresponde a um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, com 30 milhões. Os dados fazem parte do relatório anual, que traz o balanço que comprova o impacto dos projetos humanitários aplicados pela entidade anualmente.

Compartilhar

DEIXE SEU COMENTÁRIO