Não deixe a ansiedade ser mais uma concorrente na luta por uma vaga de emprego

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Imagem: Cozendo / Shutterstock

Apesar de inerente ao ser humano, a ansiedade pode atrapalhar em diversas áreas da vida, até mesmo na busca de uma colocação profissional.

No momento de enfrentar um processo seletivo para uma vaga de emprego, além do avaliador e dos concorrentes, pode haver mais um adversário para o candidato: a ansiedade.

E não poderia ser diferente, pois, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no último trimestre, o desemprego no país foi de 13,1%, em média, a maior taxa desde maio do ano passado. Por isso, quando o candidato tem a oportunidade de conseguir uma recolocação, a ansiedade pode interferir neste momento, tão importante e raro nos dias de hoje.

Mas, afinal de contas, o que é ansiedade e como ela pode atrapalhar não somente uma entrevista de emprego, mas também outras áreas da vida?

A Dra. Cristina da Fonseca, psicóloga, psicopedagoga e especialista em transtornos de ansiedade, explica que o problema é normal até um determinado estágio, pois se trata de uma emoção que ajuda o ser humano a lidar com as dificuldades e situações desafiantes ou perigosas. “Independente da idade, a ansiedade pode se manifestar em maior grau. Desta forma, é fundamental procurar ajuda especializada quando o problema interfere no nosso cotidiano, afetando as relações sociais, profissionais, amorosas etc”.

Diante de uma oportunidade de emprego, a ansiedade pode se intensificar porque o candidato está sobre estresse emocional, o que pode refletir no seu estado físico também. “Não raro, nesse momento, o candidato cria grandes expectativas diante da possibilidade de conseguir a vaga aspirada. Por isso, pode sentir insegurança, nervosismo, voz trêmula, pernas inquietas, suor excessivo nas mãos, dentre outros sintomas visíveis ao avaliador, prejudicando o rendimento nas avaliações e testes da empresa”.

Origem

Segundo estudos científicos, há diversos fatores que podem causar a ansiedade, inclusive, genéticos, ambientais e individuais. Normalmente, o genético está ligado a situações e históricos familiares; o fator ambiental está vinculado a algum evento traumático ou estressante que a pessoa passou ao logo da vida, e o individual está relacionado ao próprio pensamento da pessoa, isto é, a forma como ela enfrenta os problemas do dia a dia.

“Vale reforçar que, independente da origem, da idade e do grau de ansiedade, é possível realizar um trabalho intenso e eficaz no consultório para evitar que o problema fuja do controle. Há, inclusive, atividades aplicadas em consultório que podem avaliar se o transtorno se manifesta de forma exacerbada no paciente. Contudo, para quem deseja diminuir o problema de forma rápida a fim de não prejudicar durante o processo seletivo para uma vaga de emprego, a psicóloga aponta que atividades físicas, técnicas de relaxamento, meditação e controle de respiração são algumas dicas que podem ajudar neste momento”.


Cristina da Fonseca é psicóloga e psicopedagoga especialista em crianças, adolescentes e adultos. Formação em Terapia Cognitivo Comportamental pelo CETCC (Centro de Estudos em Terapia Cognitivo Comportamental). Experiência com transtornos de ansiedade e trabalho em grupo para pessoas que sofrem de ansiedade. Instagram: @psicrisfonseca

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