O poder das cores nos ambientes de trabalho

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Imagem: Divulgação / Assessoria

Como preparar espaços que estimulem o bem-estar e a produtividade através das cores.

A relação do ser humano com o mundo exterior é mediada constantemente pelos cinco sentidos. Os estímulos provenientes das imagens, cheiros, sons, toques e gostos fazem parte da criação da personalidade, dos sentimentos e das opiniões.

E é por isso que as cores de um ambiente, seja residencial ou corporativo, são fontes de estímulos e informações que contribuem para o humor e bem-estar.

Segundo Larissa Camargo, coordenadora dos cursos de Design de Interiores e Design de Produto, quando se trata de um ambiente de trabalho, é essencial configurar os espaços para que sejam agradáveis e proporcionem sensações que reflitam positivamente no dia a dia.

“É nesses lugares que as pessoas passam grande parte do seu dia a dia, e, além disso, escolhas assertivas podem tornar o trabalho muito mais produtivo e até facilitar o desenvolvimento das atividades. Nesse sentido, a configuração do local, móveis e cores ajudam a proporcionar conforto psíquico e ergonômico durante a permanência no ambiente, pontos fundamentais para o bem-estar”.

Para ajudar na relação homem-espaço, determinantes para a sensação de bem-estar e para a qualidade de vida das pessoas, a professora listou algumas dicas importantes na hora de colorir e decorar os ambientes de trabalho.

– Sempre considere quais as atividades são desenvolvidas no ambiente, já que as cores tem impacto direto em como as pessoas sentem o ambiente. Uma agência de publicidade, por exemplo, pede cores que estimulem a criatividade, como tons quentes: laranja, vermelho e amarelo.

– Seguindo ainda esse princípio, para ambientes que precisam de mais concentração, como escritórios de advocacia, é mais adequado o uso de cores frias, como azul e verde, que tendem a causar mais tranquilidade.

–  A tonalidade também é importante. Tons mais escuros tendem a deixar os ambientes mais escuros, por exemplo. Se o ambiente já for escuro, tende a piorar. Sendo assim, é importante avaliar bem o uso das cores em cada um dos ambientes.

– Cores quentes aproximam e deixam a sensação de que os ambientes são menores. Cores frias ampliam os ambientes.

– Algumas pesquisas evidenciam que a cor no ambiente muda a percepção de passagem de tempo. Cores quentes reduzem essa percepção do tempo. As frias ampliam.

– A mesma cor em tons diferentes pode causar sensações distintas. As percepções podem ser culturais e biológicas, uma vez que mexem com o sistema nervoso central. A cor azul, por exemplo, tende a tranquilidade se usada em tom claro. Entretanto, em um tom mais escuro, pode ser estimulante.

– Uma dica importante é a ponderação, não exagerar e fazer o contraponto. As cores devem ser aplicadas de forma pontual e com equilíbrio aos demais elementos, em especial quando tratamos de espaços de trabalho.

– A cor pode fazer parte da identidade da empresa, qual é o estilo do serviço ou produto trabalhado neste ambiente? A cor deve seguir esse estilo.


Larissa Camargo é coordenadora dos cursos de Design de Interiores e Design de Produto da EAD Unicesumar.

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